Adversários e OEA reconhece vitória de oposição nas eleições da Bolívia

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O ex-presidente e candidato Carlos Mesa, que deverá ficar em segundo lugar, reconheceu a derrota nas eleições presidenciais da Bolívia que ocorreu neste domingo (18). Luis Arce, candidado do MAS, partido do ex-presidente Evo Morales, deve vencer as eleições em primeiro turno.

No mesmo sentido Luis Almagro, secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), também reconheceu a vitória. Ainda no domingo, a atual presidente, Jeanine Añez, que assumiu a presidência depois do golpe contra Evo Morales, havia reconhecido a vitória de Arce.

A apuração oficial (às 18h12) estava em 30% de urnas apuradas. Arce tinha 40,2% dos votos e Mesa 38,58%.

Há um ano as eleições presidenciais foram questionadas pelo OEA e um golpe político impediu o quarto mandato de Evo Morales. A tese da OEA foi derrubada por um estudo do MIT, Massachusetts Institute of Technology) que afirmou “não haver evidência estatística de fraude”.

O documento original da OEA relatou que o tempo para que o TREP (que contabiliza atas de apuração dos votos) fosse retomado foi suficiente para extravio e queima de atas, duplicação de nomes e outras irregularidades.

As eleições na Bolívia são em papel.

Os especialistas do MIT afirmaram que, ainda assim, pela quantidade de votos já contabilizados (84%, pelo TREP) até o momento em que a contagem parou, já havia “uma diferença significativa do ponto de vista estatístico”, o que impediria que os resultados fossem diferentes dos anunciados pelo governo.

Filho de professores do ensino médio, estudou economia na Bolívia e fez mestrado na Universidade de Warwick, no Reino Unido. Depois, lecionou na Universidade Franz Tamayo, além de ter sido professor convidado na Universidade de Buenos Aires, na Argentina, e em Harvard e Columbia, nos EUA.

Durante a campanha, Arce levantou a bandeira do boom econômico que a Bolívia viveu durante o governo Evo, quando o índice de pobreza caiu de 59,9% para 34,6%, de acordo com dados do Banco Mundial.

Como ministro, esteve à frente dos processos de nacionalização da exploração de petróleo e gás natural, os maiores responsáveis pelo crescimento do PIB boliviano —de US$ 11,45 bilhões (R$ 64,22 bi), em 2006, para US$ 40,89 bilhões (R$ 229,17 bi), em 2019.

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