Bolsonaro proíbe compra de vacina e acusa ministro de traidor

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Colocando seus interesses ideológicos, novamente, acima da saúde dos brasileiros, o (ainda) presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a comprar 46 milhões de doses da Coronavac – vacina mais avançada contra a covid-19 –, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e que será produzida pelo Instituto Butantan, no Brasil.

Ontem (20), o ministro anunciou acordo com o estado de São Paulo para a compra. Pazuello disse que iria incorporar a vacina ao Programa Nacional de Imunização. Segundo o ministro da Saúde, a vacina do Butantan “será vacina do Brasil”.

Após ser questionado nas redes sociais sobre seu governo fazer um acordo “com a ditadura chinesa”, Bolsonaro negou a compra da vacina e escreveu: “Não será comprada. Qualquer coisa publicada, sem comprovação, vira traição”, disse, acusando o Pazuello de ser traidor.

A coluna do jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo, afirma que o atual ministro está na mira de Bolsonaro, assim como seus antecessores na pasta. Para o presidente, Pazuello está “querendo aparecer demais, está gostando dos holofotes, como o Mandetta” e “entrou num jogo político que só interessa ao Doria”.

Quantos brasileiros serão salvos pela vacina? Isso não importa. O que importa é a politicagem barata e uma paranoia ideológica. Um país sério, que não tivesse um parlamento vendido ao bolsonarismo, um presidente como Bolsonaro já teria sido afastado há muito tempo.

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