Bolsonaro vai ao STF com empresários para pressionar pela retomada das atividades econômicas

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Acompanhado de empresários e do Ministro Paulo Guedes, Bolsonaro foi a pé até o STF intervir junto ao Ministro Dias Toffoli para que as medidas restritivas nos estados sejam amenizadas. Tentou dividir o ônus econômico da pandemia com o Poder Judiciário.

A reunião não estava agendada e foi marcada de última hora. Parece que o Presidente estava recebendo um grupo de empresários que o pressionaram para a retomada das atividades, em meio à alta de mortes e contaminações por coronavírus. Acoado e querendo demonstrar que o isolamento social não depende só de si (graças a Deus), levou de última hora o empresariado para o STF (se fosse Lula o Presidente, estaria acompanhado de trabalhadores).

Lá fizeram lobby com o Presidente do Supremo, argumentando que economia é vida e que vários “CNPJs vão para a UTI” caso as atividades não seja retomadas. O Presidente informou que assinou novo decreto com ampliação de atividades essenciais.

Bolsonaro, entretanto, levou uma invertida de Toffoli que disse que o Governo tem que coordenar a crise junto de Estados e Municípios e sugeriu a organização de uma Comissão de Trabalho. Reafirmou que a Constituição Federal determina as competências dos entes federados, os quais podem determinar as regras de isolamento.

Diálogo é algo que não existe no Governo Bolsonaro. É cada Estado e Município por si. O Governo Federal, em contrapartida, decide as coisas de forma isolada, sem comunicação, sem trabalho conjunto e planejado.

Na saída da reunião o Presidente disse que 10 milhões de brasileiros perderam seus empregos. Esses dados estão sendo sonegados pelo Governo Federal que não atualizou os números do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

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