Carlos Decotelli não é mais ministro da Educação

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Nomeado há cinco dias, Carlos Decotelli deixa o cargo de Ministro da Educação depois de inúmeros questionamentos sobre sua formação acadêmica e até militar.

Decotelli tinha encontro marcado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, às 14h30, mas cancelou sua ida ao Congresso minutos antes.  Em seguida, se dirigiu ao Planalto. Pouco depois, o secretário-executivo do MEC, Antonio Vogel, também chegou à sede do Executivo.

A gota d’água foi a nota da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada na noite de segunda-feira (29), informando que Decotelli não foi pesquisador ou professor da instituição.

Bolsonaro teria ficaro irritado ao saber de mais uma incoerência no currículo do indicado, que já teve o doutorado e o pós-doutorado questionado por universidades estrangeiras.

Mas as incongruência de currículo não ficaram apenas na área acadêmica. Ele também se apresentava como “Oficial da Reserva da Marinha”.

Na verdade, Decotelli pertence à categoria da reserva de Segunda Classe
da Marinha — é um “RM2”. Isso significa que ingressou sem concurso na
Força para prestar lá um serviço militar temporário (no caso do ministro,
um período bastante curto). Ao contrário dos militares de carreira, os
temporários não passam pelas escolas de formação de oficiais e vão para
a reserva sem remuneração.

Aos olhos dos militares, o fato de um “temporário” se apresentar como
“oficial da reserva” de qualquer Força soa soa “um exibicionismo indevido”
— para dizer o mínimo.

Decotelli era uma indicação da ala militar do governo, que ficou extremamente constrangida com o seu indicado mentir tanto no currículo. Isso fez com que a disputa, com a ala ideológica aumentasse.

O novo indicado, quando acontecer, será o 4º ministro da Educação em 18 meses e o 12º desde o início do governo Bolsonaro. Educação e Saúde são os dois ministérios que mais sofrem no governo Bolsonaro.

Na Educação, a ideologização da pasta, paralisou praticamente todos os programas desenvolvidos pelo órgão. Um exemplo é o Enem. No ano passado os alunos não conseguiam ter a sua nota, as provas foram corrigidas errado e o sistema não parava em pé durante as inscrições. Neste ano, o ex-ministro, Abraham Weintraub queria realizar a prova mesmo durante a pandemia. Precisou a justiça impedir.

Na Saúde, com a queda de Mandetta e de Taich, sobrou um interino há 46 dias que tentou esconder os dados dos mortos pelo Covid-19 e perdeu completamente o controle das ações de combate à pandemia.

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