Dança Bolsonarista. General na Casa Civil. Onyx na Cidadania e Osmar Terra no limbo

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Uma dança de cadeiras está em curso no primeiro escalão do governo Bolsonaro. A mudança atinge 2 ministérios e pode resultar na perda de um grande defensor do governo dentro do MDB.

A situação de Onyx Lorenzoni (DEM/RS) ficou insustentável na Casa Cívil. Ele já perdeu quase toda as atribuições e teve um assessor direto demitido duas vezes. Bolsonaro (ex-PSL) convidou para o seu lugar o general Walter Souza Braga Netto que liderou a intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro. Com isso teríamos na Casa Civil um general. Bizarrice que só acontece no governo Bolsonaro.

Mas Onyx não ficaria sem cargo, já que ele foi apoiador de primeiro dia, ele substituiria o ministro Osmar Terra (MDB/RS) no ministério da Cidadania.

Mas o que aconteceria com Osmar Terra? Ele é deputado. Se voltar para a Câmara, outro apoiador do presidente, Darcísio Perondi (MDB/RS), voltaria a ser suplente.

A solução que está sendo debatida é oferecer a Terra uma embaixada. O assunto, segundo assessores presidenciais, tem sido tratado pelo presidente com o Ministério de Relações Exteriores. São duas representações diplomáticas que estão em debate: Argentina e Espanha. À frente de ambas estão nomes indicados pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). Bolsonaro pretende definir a mudança com Terra até esta sexta-feira (14). A dúvida ficaria no fato que ele precisaria renunciar ao cargo de deputado federal.

Osmar Terra sairia do núcleo do governo envolvido em um grande escândalo de corrupção somado a extrema incompetência.

O escândalo é a contratação da empresa Business to Technology, B2T, que, segundo a Polícia Federal, desviou R$ 50 milhões do Ministério do Trabalho. Terra foi avisado do caso e mesmo assim a contratou.

A incompetência ficou por conta dos cortes no Bolsa Família, na fila com mais de 1 milhão de pessoas, no proselitismo barato de propor 13º para o Bolsa Família – mas só por um ano, além da falta de prestígio ao aceitar a redução de R$ 3 bilhões do programa.

O General que assume a Casa Civil marcará a volta por cima da ala militar do governo —naturalmente próxima da ativa das Forças Armadas, mas que não deve ser confundida com ela.

Um dos grupos mais poderosos no começo do mandato de Bolsonaro, com quem sofrem identificação imediata pelo fato de o presidente ser um capitão do Exército reformado, os militares foram perdendo poder ao longo de 2019.

Por outro lado resultará na diminuição do poder da “ala ideológica”. Entenda-se ideológico, nesse caso, como os discípulos do astrólogo Olavo de Carvalho, porque, na verdade, essas pessoas tem muito pouca ideologia.

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