Itaipu amplia bônus e dá R$ 221 mil a diretor nomeado por Bolsonaro

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E essa mamata que não acaba? Diretor brasileiro da Itaipu Binacional há um ano, o general Joaquim Silva e Luna concedeu a todos os funcionários de Itaipu, fixos e temporários, um bônus equivalente a 2,8 salários como compensação de possíveis perdas decorrentes do acordo coletivo de trabalho. Com a medida o general recebeu, livre de impostos, R$ 221,2 mil já que seu salário é de R$ 79 mil.

Luna foi ministro da Defesa de Temer e tomou posse em Itaipu na gestão de Jair Bolsonaro. Juntos, os seis diretores da empresa ganharam R$ 1,3 milhão. Com salários de R$ 76 mil, cada um dos outros cinco diretores, além de Luna, foi gratificado com R$ 212,8 mil. 

Em 2019 o acordo binacional de Itaipu criou um crise que quase levou ao impeachment do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, no centro da crise estava Eduardo Bolsonaro e o empresário Alexandre Giordano, lobista e primeiro suplente de Major Olímpio (SP), líder do PSL.

A indenização foi instituída por Luna na negociação anual de acordo coletivo entre empresa e sindicatos, com validade de 1º de novembro de 2019 a 31 de outubro de 2020. O pagamento extra foi criado para compensar eventuais perdas que empregados poderiam ter com a revisão de benefícios oferecidos pela companhia.

O acordo também restringiu acesso ao seguro de vida para trabalhadores que venham a se aposentar por invalidez àqueles que tenham mais de nove anos de empresa. 

Para abrir mão desses benefícios, cada empregado recebeu uma indenização correspondente a 1,3 de seu salário,  valor que foi creditado na folha do dia 25 de novembro. 

No mesmo dia em que o dinheiro foi depositado, a diretoria propôs uma modificação no acordo oferecendo uma nova indenização, de mais 1,5 salário, a cada funcionário. Em troca, os empregados teriam que concordar com alteração no auxílio-funeral. 

Também seria suprimida cláusula que previa a participação de representante de trabalhadores no comitê de investimentos da Fibra (Fundação Itaipu Brasil de Previdência e Assistência Social), o plano de pensão companhia.

Em boletins internos, a própria direção da Fibra informou, porém, que a retirada da cláusula não alteraria a composição do conselho, porque a participação de empregados está prevista em seu estatuto.

Aprovada no dia 3 de dezembro, a gratificação foi paga no dia 20 do mesmo mês. Em nova mensagem, o diretor-geral do Itaipu comemorou o benefício como uma demonstração de gratidão a quem vestiu a camisa de Itaipu.

Tradicionalmente, empregados de Itaipu recebem abono salarial equivalente a 1,3 salário, benefício sujeito ao IR. Em 2019, porém, o abono foi substituído pela indenização. 

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