Mourão destoa de Bolsonaro e diz que vai tomar vacina

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Recuperado da Covid-19, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) voltou ao trabalho nesta segunda-feira (11) e, destoando do (ainda) presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), afirmou que tomará a vacina para prevenir a doença.

“[Pretendo tomar a vacina] Dentro da minha vez. Eu sou o grupo 2, aí, de acordo com o planejamento. Não vou furar a fila, a não ser que seja propagandístico”, afirmou Mourão ao chegar à Vice-Presidência.

Para Mourão, que disse ter perdido dois amigos para a doença, a questão da vacinação deve ser uma preocupação coletiva.

“Acho que a vacina é para o país como um todo, uma questão coletiva, não é individual. O indivíduo, aqui, está subordinado ao coletivo neste caso”, disse o vice-presidente.

No sentido contrário, em dezembro, Bolsonaro, que também já contraiu o coronavírus, repetiu que não vai tomar vacina contra o coronavírus.

“Eu não vou tomar vacina e ponto final. Minha vida está em risco? O problema é meu”, disse o presidente em entrevista ao Brasil Urgente, da Band, em 15 de dezembro.

Nesta manhã (11), Mourão concedeu entrevista à Rádio Gaúcha. Ele disse ter ouvido do general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, que a próxima reunião com a Pfizer será gravada. Divergindo nas negociações, governo e a farmacêutica têm trocado acusações públicas em uma guerra de versões.

“Deve ser gravada para evitar mal entendido”, afirmou.

Na semana passada, Pazuello se queixou de exigências feitas pela empresa nas conversas com o Ministério da Saúde e disse que o total ofertado vacina apenas a “metade da população do Rio de Janeiro”.​

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